sábado, 17 de junho de 2023

 Quando uma mãe perde um filho, todas nós morremos um pouco com ela...


Para quem não sabe eu sempre tive medo da morte, na verdade PAVOR a ela! Nao gosto de falar, nao suporto pensar nela, odeio aqueles momentos silenciosos em solitude onde esse tema vem em minha mente... fugir da temática "morte" sempre foi a única opção, mesmo sabendo que ela é uma certeza para todos nós... Mas as incertezas e falta de controle acerca dela me causa uma angustia extrema... E para além do medo da minha morte (que é o mais aterrorizante de todos) é muito dificil lidar com a morte...

O meu medo se tornou realidade em 2007 quando meu avô morreu, ele sempre foi e ainda hoje é a minha referencia de amor cego e puro, eu achei que jamais saberia viver sem ele, hoje eu tenho certeza disso! Vivo com a dor e a falta, isso é possivel para mim, mas mais de 15 anos depois ainda tem musicas que nao podem ser ouvidas, seu aniversário é sempre uma saudade e eu jamais serei a mesma sem ele. E hoje eu recebi a noticia do falecimento de um "sobrinho" meu... Eu o vi poucas vezes, o afeto veio facil, afinal, que criança fofa e carismática ele era... e agora precisamos escrever sobre ele no passado, e com a certeza que nao teremos mais novas lembranças a serem cultivados pois ele se foi! Morte infeliz e ingrata, como pode uma criança tão pequena e inocente ir embora de maneira tão inesperada e de uma doença tão cotidiana?

Espero que Adriana tem o conforto que merece, que o universo dê a ela sentido e discernimento para manter a saude mental diante de tamanha dor que deve estar sentindo.

Eu como mãe,  vivo o luto pela maternidade interrompida de maneira tao cruel e dilacerante, que a minha força esteja com você.